Sem dúvida, tudo começa quando nascemos. Uma criança com “rosto de joelho”, mas que é a coisa mais linda e, como sempre, muito bem-vinda. Depois de um ou dois anos, a criança continua sendo linda e bem-vinda, mas começa a criar sua reputação: arteira, chorona, dengosa, quietinha, risonha, entre outros. Passados alguns anos, o adolescente é, em casa, comportado; na escola, indisciplinado, bagunceiro; entre os amigos, maneiro, descolado. E lá se vão mais alguns anos, o adolescente se torna adulto e, em casa, é responsável, trabalhador; na faculdade, esforçado; no trabalho, comprometido, inexperiente, molenga, etc., mas e na Internet?
Você já pensou em pesquisar seu nome no Google e ver a quais resultados chega? A qual tipo de conteúdo e/ou imagem o seu nome aparece relacionado? Já pensou em avaliar, do ponto de vista profissional, os seus perfis em redes sociais? Pois bem, algumas empresas fazem tudo isso e embora muitas pessoas não tenham percebido, esse “tudo isso” – pesquisas – mostra o que se chama de reputação on-line.
Pode-se dizer que a Internet, pelo menos para a empresa contratante, é feita de busca e, por isso, você será, literalmente, “buscado”. É a evolução. Indubitavelmente, algumas pessoas não vão precisar fazer isso porque não trabalham diretamente em áreas relacionadas a esse mundo virtual e não possuem o contato constante com a Internet e/ou o costume de publicar tudo o que querem e do jeito que querem no mundo web. Pode-se dizer que essas pessoas são mais cuidadosas talvez por terem crescido sem esse contato que os jovens que estão no mercado de trabalho hoje possuem com a Web, talvez por terem – às vezes, subconscientemente – ciência das vantagens e desvantagens da tal reputação on-line.
Criar uma reputação on-line tem muitos pontos positivos e pode ser de grande valia, mas não é tão simples. Segundo o artigo How to Save Your Online Reputation de Jon Bernstein, publicado no site www.bnet.com, para salvar sua reputação on-line é necessário seguir três passos: identificar e monitorar sua reputação on-line, concertar/corrigir sua reputação on-line e proteger sua reputação on-line. Mesmo que um tanto enérgico, o autor fornece boas dicas como, por exemplo, fazer buscas na blogosfera, mecanismos de busca, fóruns, redes sociais, microblogues etc., monitorar os mesmos lugares citados e não misturar negócios com diversão.
Na situação empresa X candidato, a reputação on-line pode significar tudo o que Jon Bernstein cita em seu artigo, mas pode não chegar a tanto e se ater a alguns pontos, tais como:
- Redes Sociais: perfil (o que está escrito); álbum de foto (que tipo de fotos são expostas, que tipo de imagem o candidato passa com determinadas fotos); comunidades relacionadas (a que tipo de assunto o candidato está relacionado, defende, tem interesse);
- Blogues: conteúdo (sobre o que escreve), grafia (se escreve certo);
- Fóruns: discussões (em que tipo de discussões está envolvido), pontos de vista (o que expõe nessas discussões) e, certamente, que tipo de fóruns frequenta;
- Google: nome (a que seu nome está relacionado, se isso é positivo ou negativo).
Ao se falar em perfil, fotos, conteúdo, entre outros, é bom ter em mente que fotos com nudez, embriaguez e coisas do gênero, erros de português, relação com comunidades que promovam racismo, uso de drogas etc. e muita coisa negativa relacionada a um nome não são um bom cartão de visita para quem procura saber quem é você on-line.
A modernidade traz a mudança/consequência e mais uma reputação com a qual precisamos lidar; reputação que pode fazer a diferença seja positiva, seja negativa.
Ah, e certamente o faz!

