Archive for the ‘Curriculo’ category

Começando em um novo emprego

March 2nd, 2010

Zona Desconhecida

Depois de passar por um processo seletivo, preparar um monte de documentos para admissão e ainda parar para pedir demissão na empresa anterior e se despedir dos amigos, a gente para e começa a pensar na próxima segunda-feira. Geralmente, nesta próxima segunda-feira você tem uma nova família, e como isso vem a insegurança. O que naturalmente vêm à mente é “Será que vão gostar de mim?”, “Será que vou me adaptar?”, “Será que vou conseguir executar meus planos?”

Não demora muito a passar e, então, chega a tão esperada – ou temida? – segunda-feira. Você toma outro caminho, outro destino e o que o acompanha é o – ao que parece – parceiro desses momentos: frio na barriga. Esse frio na barriga começa a ficar cada vez mais forte e, inevitavelmente, você se pega a pensar e se perguntar “Por que estou aqui? Eu até poderia continuar na outra empresa, era tão mais fácil, eu sabia tudo o que eu fazia e fazia tudo aquilo de olhos fechados”. Notamos que esse frio na barriga nada mais é do que a incerteza que acaba por nos deixar mais nervosos.

Mas em algum instante – ou em algum momento da vida – a resposta vem à tona: você poderia sim estar lá, mas o conforto já incomodava, a zona de conforto já não era mais suficiente para lhe dar conforto e por isso você acabou indo para uma zona desconhecida, com algo que poderá lhe por à prova. E isso é bom?

Sim, sempre que nos colocamos fora da nossa zona de conforto significa que estamos evoluindo. No casso de um novo emprego, você está evoluindo em sua carreira profissional e notará isso quando, quase que consecutivamente, surgir novas responsabilidades, novas vontades, novas provas, novo salários, novo cargo etc. Em um novo ambiente de trabalho, haverá a necessidade de conhecer mais sobre as rotinas do novo lugar, enfrentar novos problemas, se adaptar, e isso muitas vezes significa ter um motivo para lutar e continuar a viver, não estagnar. E o melhor: você acumulará mais experiência, qualificação, sabedoria e, quem sabe, chegará o dia em que será necessário passar para mais outra zona, uma zona de desconforto, porque tudo muda o tempo inteiro, tudo evolui e nada mais justo que evoluirmos junto.

O seu português, como vai?

January 18th, 2010

É extremamente comum ouvir em entrevistas de emprego a pergunta “você tem inglês/espanhol fluente?”. Mas, alguma vez, você já ouviu a pergunta “você tem português fluente?”. Se ainda não ouviu, tenha certeza de que esse dia não tardará.

Quando o assunto é a fala do nosso próprio idioma, o mais comum é aceitarmos que todos nós falamos e entendemos bem o português e, consequentemente, o escrevemos bem. Ainda que segundo muitos linguistas, o importante seja estabelecer uma comunicação, as empresas e o mercado de trabalho não aceitam mais isso, porque a comunicação pode até ser estabelecida, mas não gera lucro, mas sim prejuízo.

A imagem da empresa é – e muito – afetada negativamente pelas mensagens de e-mails escritas com erros de português que são enviadas aos clientes finais e parceiros, pelas mensagens truncadas que muitas vezes são enviadas, pela falta de domínio da linguagem de alguém extremamente inteligente na sua área, mas que não soube/sabe se expressar coerentemente em uma apresentação de produto etc. aos possíveis clientes/parceiros (também chamados de “prospectos”).  Tudo isso é o prejuízo desastroso da falta de fluência na própria língua.

A própria língua, a língua materna, o vernáculo se tornou essencial nas entrevistas, pois ainda é por meio de uma redação e/ou entrevista oral que o entrevistador consegue identificar se a capacidade de expressão do candidato é boa ou não para a vaga a qual ele está concorrendo, pois mesmo que muitas empresas estejam começando a contratar consultorias para fazer o trabalho de melhora da comunicação escrita e falada no vernáculo internamente, elas desejam contratar candidatos que não precisem passar por esse tipo de treinamento.

Estar ou não empregado pode não depender de uma capacidade de retórica de alguns políticos, mas com certeza dependerá de uma boa eloquência, capacidade de raciocínio coerente e expressão disso na sua própria língua.

As entrevistas pessoais e os erros – Parte II

December 17th, 2009

O Comportamento


O comportamento do candidato em uma entrevista não engloba somente como ele vai sentar, se vestir etc., mas também – e principalmente – como o candidato age na entrevista.


Determinados candidatos aparecem nas entrevistas e o que se consegue ver em seus rostos são expressões como “preciso de um emprego urgente”, “por favor, preciso dessa vaga”, “por favor, não me elimine no processo” etc. Tais expressões só mostram ao entrevistador o quanto o candidato está despreparado e coloca o entrevistador em dúvida quanto à capacidade dessa pessoa de ser o que a empresa precisa e agregar algo ocupando o cargo oferecido.


A primeira coisa percebida é a insegurança do candidato que acaba por deixar clara sua autoconfiança. Isso já começa a ser notado quando o candidato fala sempre olhando para os lados e nunca em direção e nos olhos do entrevistador, quando ele gagueja ao falar de si mesmo e/ou falar de algum assunto sobre o qual não se informou ou não se preparou para a entrevista.


Ao se apresentar a uma entrevista, o candidato tem que mostrar todos os sinais de que ele é o profissional ideal para aquela, o mais qualificado, apresentar uma postura de vencedor. Ao falar com o entrevistador, além de prestar atenção aos seus movimentos corporais – fazer gestos com mãos e braços ao falar demonstra conhecimento e convicção; inclinar o corpo na direção do falante demonstra atenção ao que ele está falando etc. – deve haver convicção e segurança sobre tudo o que se fala, seja realizações, sejam desafios enfrentados, e, principalmente, não ter vergonha de dizer “não sei” e complementar com um “ainda” e “vou pesquisar”.


A pura verdade é que nenhuma empresa contrata por dó, mas sim por necessidade e ela não quer, de forma alguma, perder dinheiro com a contratação, isto é, contratar um funcionário que não atinja as expectativas e não agregue valor à empresa, por isso é importante mostrar que você é computador de última geração no mercado e que não será ou estará facilmente desatualizado e que o investimento da empresa só trará lucro.

Dicas para um currículo melhor – Parte V

December 9th, 2009

Cada vaga é uma vaga


Uma ação muito comum ao procurar emprego é fazer um único modelo de currículo e distribuí-lo em lotes. Embora seja algo comum, é algo totalmente errado, a não ser que o candidato encontre vagas com praticamente as mesmas especificações e ofertas, coisa que é não é tão frequente.

O candidato não deve, de maneira alguma, inventar dados, mas tem que saber usar as próprias informações em um currículo, isto porque o currículo é o que vai primeiro mostrá-lo à empresa e, consequentemente, garantir a entrevista pessoal.

Cada vaga é uma vaga, sendo assim, é importante entender que além de se ter um currículo bem formatado e escrito, objetivo e claro, as informações nele devem estar dispostas de acordo com determinada oferta de emprego, pois cada oferta é uma oferta.

Além disso, antes de enviar o currículo, pergunte-se o seguinte:

· O currículo está com algum erro de português (gramatical, concordância etc.)?

· O objetivo está claro?

Depois de fazer essas perguntas , e olhando o currículo, avalie a sua carreira profissional reflita sobre os seguintes pontos:

· Tempo de intervalo entre cada emprego;

· Permanência média em cada emprego;

· Carreira em ascensão, parada ou em decadência.

Isso poderá ajudá-lo a entender não só como está a aparência do seu currículo, mas como está a sua carreira.

Dicas para um currículo melhor – Parte IV

December 7th, 2009

Informações complementares


Muita gente pensa que só devemos colocar informações extremamente necessárias no currículo, isto é, dados pessoais, experiência profissional, escolaridade e idiomas. Essas informações são necessárias, claro, mas há outras informações que também o são, como as informações complementares.

Atualmente, as empresas estão dando cada vez mais importância e valor a outras informações que não as “extremamente necessárias”. As informações complementares podem ser extremamente necessárias em processos seletivos acirrados, já que elas podem estabelecer uma certa “diferenciação” entre os candidatos.

O campo Informações Complementares pode ser preenchido com os seguintes dados:

· Intercâmbios e experiências no exterior;

· Divulgação de nome de site, blog e/ou comunidade gerenciado pelo candidato;

· Divulgação de publicação de conteúdo, como artigos, trabalhos de iniciação científica etc.;

· Participação em trabalhos voluntários.

Extremamente necessário é o que pode fazer a diferença em um processo seletivo, por isso, não deixe de inserir informações complementares que farão a diferença no processo de seleção de determinada vaga.

Dicas para um currículo melhor – Parte III

December 4th, 2009

Parte 3 – Disposição dos demais dados

Depois de uma boa formatação e de ter acertado no objetivo, um ponto importante ao se fazer um currículo é a disposição dos demais dados.

Normalmente, segue-se à risca o modelo de currículo em que as informações estão dispostas da seguinte forma: dados pessoais, objetivo, formação acadêmica, qualificações profissionais, experiência profissional etc. Embora ainda seja um bom modelo para seguir, é possível dar mais destaque ao que é valioso no currículo e ao que diz respeito à vaga mudando a disposição desses dados.

Uma vaga para redator exige qualificações diferentes de uma vaga para atendente. Na primeira delas, seria muito mais interessante destacar a faculdade cursada, os idiomas falados e, em seguida, os trabalhos e projetos de redação realizados. Já na vaga de atendente, é mais interessante iniciar pelas qualificações profissionais e, em seguida, a experiência profissional.

Além de entender o que é essencial ter no currículo para determinada vaga – de acordo com as qualificações verdadeiras do candidato –, é extremamente necessário entender que o currículo não deve, em hipótese alguma, conter informações que não possam ser provadas, conter excessos de informações e/ou apresentação complexa. Ele deve ser direto e apresentar diretamente o que quem vai analisar deve saber, além, é claro, de vender o peixe!

Dicas para um currículo melhor – Parte II

December 2nd, 2009

Parte 2: Objetivo


Ao fazer um currículo, um erro fatal cometido por muitas pessoas ocorre no item objetivo. Este item reflete o que o candidato deseja fazer na empresa de acordo com suas experiências e formação, e é aí que o erro ocorre.

Muitas pessoas já exerceram muitas funções e/ou trabalharam com muitas coisas durante a vida e pode ser por isso que colocam três ou quatro objetivos no currículo; para piorar a situação: todos os objetivos diferentes.

Ao enviar um currículo para uma empresa que não está anunciando vagas e/ou que não está contratando profissionais com o perfil do candidato, é necessário que fique muito claro qual é o objetivo desse candidato e, por isso, ele não pode colocar várias funções no item “Objetivo”. É preciso que esteja lá o cargo que o candidato deseja ocupar na empresa, e não frases como “à disposição da empresa”, “analista, auxiliar administrativo, atendente” etc.

Deixar claro o cargo e/ou função que se objetiva preencher em determinada empresa é um passo fundamental para um bom currículo e que pode sair na frente dos mais indecisos ou não objetivos.

Dicas para um currículo melhor – Parte I

November 30th, 2009

Por ser o nosso primeiro contato com uma empresa, o currículo é algo extremamente importante. Ele é mais do que um simples papel com algumas informações digitadas, ele é a nossa imagem e a chance de conseguir uma entrevista, por isso decidimos começar uma sequência de 5 posts com dicas para melhorar o currículo. Acompanhe esta primeira e as demais!

Parte 1: O currículo e a formatação

É fundamental que o currículo esteja bem formatado para se destacar em meio a tantos outros e nos representar bem. Atualmente, há modelos de currículo que o Microsoft Word oferece, e todos sabemos as informações básicas que precisamos inserir em um se formos fazê-lo manualmente: dados pessoais, objetivo, experiência profissional, nível de escolaridade etc. Hoje, o importante é saber como destacar essas informações e/ou torná-las mais chamativas, sem deixar o currículo poluído. Esse destaque pode ser alcançado com três passos simples:

  • O primeiro passo é procurar outra fonte, que não Times New Roman. Algumas fontes que podem destacar mais a informação e até deixar a aparência do seu currículo melhor são as fontes Calibri, Arial, Verdana e Tahoma.
  • O segundo passo é o uso do “negrito” em informações como nomes de lugares importantes onde fizemos curso (universidades, empresas etc.).
  • O terceiro é a disposição das informações. Os dados precisam estar sempre “justificados”, com exceção de títulos (Objetivo, Experiência Profissional etc.), que podem vir centralizados em alguns modelos de currículo. Essas mesmas informações também precisam ter o mesmo espaçamento e o mesmo tamanho. Para este último, recomenda-se o tamanho 12 ou 13.

Tentar criar uma imagem interessante para uma possível vaga de emprego começa com um currículo que chame a atenção, e lembre-se: chamar atenção não significa poluir o currículo.