Se no passado as empresas procuravam ter um funcionário que falasse bem outro idioma, no presente, ao que parece, essa realidade mudou. É importante falar outro idioma? Sim, com certeza! Isso melhora tanto a sua vida profissional quanto pessoal, sem sombra de dúvidas. Mas não se pode ignorar a realidade atual: a importância de falar e escrever bem a própria língua.
As empresas começaram a se preocupar com isso ao notar os problemas que a falta de uma boa comunicação oral e escrita acabam causando. Muitas dicas já foram aqui dadas sobre esse assunto e, como achamos importante – e muito válido –, indicamos aqui a leitura do artigo publicado em fevereiro pela revista Língua Portuguesa. O nome dele é “7 pecados no trabalho” e, resumidamente, classifica esses 7 pecados corporativos como:
- O emprego equivocado dos verbos “haver” e “fazer”, como, por exemplo, “Houveram fatos inusitados na reunião” X “Houve fatos inusitados na reunião” (p. 30-31).
- Os problemas com o emprego da crase, deixando uma dica boa para se memorizar e tentar usar quando estiver na dúvida se em determinada situação é possível empregar a crase, que é “Se vou a e volto da, crase há” / “Se vou a e volto de, crase pra quê?” (p. 30)
- Planejamento do que será escrito: pensar sempre em ter os objetivos dessa comunicação claros; pensar em quem vai ouvir o que você tem a dizer, ou em quem vai ler o que você escreveu; pensar em economia expressiva e escrever parágrafos curtos, entre outras coisas; evitar a repetição de palavras e sempre revisar o texto.
- Intensificar a leitura, isto é, ler com frequência: jornais, revistas, livros; o importante é ler e sempre que aparecer uma palavra desconhecida, procurá-la no dicionário e arriscar-se a escrever algumas frases com essa palavra, pois assim é possível realmente aprendê-la e torná-la parte do seu vocabulário.
- Concordância completa: os muitos erros cometidos quando começamos a escrever uma frase usando primeiramente o verbo como, por exemplo, “Aconteceu muitos casos…” (p. 32).
- Conjugação de verbos irregulares, ou seja, os problemas enfrentados com determinados tipos de verbos e que causam problemas como, por exemplo, o verbo “ver”, com o clássico, “se eu o ver…”, quando o correto é “se eu o vir…”, entre outros verbos citados.
- Tropeços na pontuação, isto é, frases muito longas sem pontuação, vírgulas que separam o sujeito etc.
São dúvidas que fazem a diferença, principalmente quando esclarecidas e “tiradas”.
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